
De tempos em tempos, circulam nos grandes jornais estudos que apontam o aumento da desigualdade econômica brasileira. Geralmente, é falado sempre a mesma coisa: os 1% mais ricos abocanham a grande parte da riqueza nacional.
Para solucionar os problemas, os especialistas chamados para exporem as suas opiniões, dão sempre as mesmas respostas: redistribuição de renda, aumentar os impostos dos mais riscos e pedir mais ações do governo, embora o último seja não só um grande causador das desigualdades, mas também do aumento da pobreza.
A forma da gestão estatal é um fator primordial que evidencia a ação predatória do governo através do imposto, que é predominantemente sob o consumo.
No Brasil, cerca de 79% da população recebe até três salários mínimos. Este público é responsável por 53% da arrecadação tributária. Logo, quem mais é taxado são os mais pobres, que trabalham 151 dias ao ano somente para pagar impostos. É quase 42% do ganho total de um trabalhador anualmente.
Portanto, quem menos tem, é quem mais contribui, embora não veja retorno algum. A situação dos hospitais, escolas, segurança e escolas públicas, por exemplo, são calamitosas, o que explica o país estar em último em um ranking que avalia o retorno de impostos.
Além do mais, todo esse dinheiro serve nada mais para sustentar uma máquina pública ineficiente, que concederá privilégios e também, claro, para o bolso de políticos através da corrupção.
Só o judicário custa 84 bilhões por ano. Pelo menos foi assim em 2017, hoje deve custar mais. 90% desse valor foi para pagar salários de ativos e inativos. Só o judicário brasileiro custa 3, 5 o alemão. Ano passado, os ministros do STF, com aval do Temer aumentaram o seus salários de 33 mil para 39 mil. Isso vai gerar um efeito cascata que vai custar só de aumento uns 4 bilhões de reais.
Também temos um Legislativo muito caro, Cada deputado e senador possuem um salário de 33 mil, mais auxilio moradia, cotão, verba de gabinete, plano de saúde. Isso faz com que ele custe 1,16 milhão por hora
Por falar em funcionalismo público, ele é um contribuidores das gritantes desigualdades. Um estudo do IPEA apontou que a remuneração dos servidores contribui em 18% da desigualdade total do país. Só a diferença salarial público-privado é de 6%. Eles representam mais de 11% da força de trabalho do país.
As causas são basicamente o número de funcionários públicos que são relativamente homogêneos; o fato de terem um único empregador, o que facilita o surgimento de sindicatos fortes e com alto poder de barganha, segundo destacou o estudo. O governo também tem a vantagem de atrair uma mão de obra mais qualificada ao oferecer maiores salários em relação a iniciativa privada, apesar do serviço prestado não ser dos melhores.
Já a Previdência Social contribui em 21% em relação as desigualdades. Cerca de 5% das aposentadorias dos funcionários públicos excedem o teto e consomem 20% dos recursos. Além do mais, quanto mais o Estado crescer, mais precisará de funcionários, logo precisará de cobrar mais impostos, ou seja, contrair a renda da população. Para este estudo do IPEA, um terço da desigualdade de renda tem origem no governo.
Quem também aumenta a distância entre ricos e pobres é o BNDES. O banco que teoricamente deveria trazer desenvolvimento e empregos, na verdade serve mais como um saqueador dos pobres e credor dos ricos, através de juros subsidiados aos grandes empresários do país. Só em 2016, por exemplo, 64% de todo dinheiro emprestado foi para grandes corporações.
O banco tem o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) como recursos originários do PIS e PASEP, que incide sobre a folha de pagamentos das empresas. Após 2009, O BNDES, além do FAT, também passou a emitir títulos de dívida para financiar suas ações. Isso possibilitou ao governo se endividar mais e colocar mais dinheiro em circulação, ou seja, gerou-se mais inflação. Ambos acarretam na contração de renda por causa de uma ação que traz subsídios as grandes empresas. É o governo tirando de quem menos tem para financiar seus empresários corporativistas favoritos.
Por fim, a inflação é quem também aumenta a distância entre ricos e pobres. Quem tem menor poder de compra logicamente é mais impactado por quem tem mais. E geralmente, a fim de se proteger, as classes mais abastadas, conseguem resguardar seu dinheiro através investimentos como títulos de dívida do governo e outros de renda fixa ou não.
Os governos geralmente são inflacionistas. O Brasil nunca foi tão bom em lidar com este problema. Tudo começou e melhorar um pouco após o Plano Real e voltou a piorar significadamente após a política inflacionária e de expansão de crédito de Dilma Rousseff ao abaixar as taxa de juros para 7%. Apesar das taxas inflacionárias caírem significativamente durante o governo Michel Temer, nada impede outro aumento galopante em um futuro próximo após uma política monetária inflacionista.
Publicado em O Congressista
https://www.dw.com/pt-br/judici%C3%A1rio-brasileiro-%C3%A9-35-vezes-mais-caro-que-o-alem%C3%A3o/a-42522655
https://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/judici%C3%A1rio-brasileiro-custa-r-84-8-bilh%C3%B5es-por-ano-ao-contribuinte-1.1585828
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